Lojas virtuais open source – Como funcionam essas plataformas de e-commerce?

Lojas virtuais open source
Como funcionam as lojas virtuais open source

A opção por uma loja virtual Open Source é assunto recorrente em nossos projetos de e-commerce e muita gente nos pergunta sobre essa opção.

O modelo de loja virtual open source é uma solução usada por milhões de empreendedores digitais no mundo inteiro e já faz parte do arsenal de ferramentas que dispomos para quem deseja ingressar no comércio eletrônico.

Ultimamente as lojas virtuais open source também passaram a despertar muito interesse em função do aumento abrupto do valor das lojas virtuais alugadas, devido ao aumento de demanda.

Sua origem remonta aos idos de 2002 quando um grupo de desenvolvedores criou um grupo de estudos para o desenvolvimento de um sistema de loja virtual open source que foi batizado de osCommerce. De lá pra cá várias outras opções de lojas virtuais open source surgiram como, por exemplo, o Magento que atualmente domina o mercado.

O funcionamento destas comunidades de desenvolvimento é bem simples. A o código da plataforma de e-commerce é desenvolvido pela comunidade de desenvolvedores e disponibilizado para download para quem quiser testar o sistema. Não é necessário qualquer tipo de pagamento para utilizar o sistema e por isso, muitas pessoas passaram a chamar essas soluções de lojas virtuais grátis.

Fazendo a opção pela loja virtual open source

Em nosso curso sobre criação de lojas virtuais sempre chamo atenção sobre essa questão de loja virtual grátis. Uma loja virtual open source não é uma loja virtual grátis já que para seu pleno funcionamento são necessários sólidos conhecimentos de programação e por isso precisamos do apoio de um profissional de programação para implementação do sistema. O grátis de uma loja virtual open source é apenas o código. O resto, é por sua conta e risco.

O importante nessa decisão é estar ciente que uma vez adotada a plataforma de e-commerce open source ela passará a fazer parte do dia a dia do seu e-commerce e por isso deverá ser alvo de todos os cuidados técnicos para manutenção de suas operações. Por isso, é fundamental que você tenha o acompanhamento constante de um técnico em programação para fazer a manutenão do sistema e atualizá-lo sempre que a comunidade de desenvolvedores disponibilizar novas versões.

Loja virtual open source. Saiba como funcionam e quais são as vantagens e desvantagens de se adotar essa solução para o seu comércio eletrônico

As vantagens dos sistemas de lojas virtuais open source

Se por um lado, a questão administrativa de uma loja virtual open source exige uma estrutura de TI mais elaborada, existe a vantagem da atualização constante, principalmente nos casos de comunidades mais ativas como a Magento, por exemplo. O grande desafio dessas comunidades de desenvolvedores é justamente manter o projeto em constante evolução e por isso, principalmente nos últimos anos, essas plataformas foram as responsáveis pelo aparecimento de muitas novidades e aperfeiçoamentos no comércio eletrônico.

Para sitar apenas um exemplo de evolução proporcionada pelas comunidades de desenvolvimento de lojas virtuais open source, foram elas, com especial destaque para a comunidade Magento, as grandes responsáveis pelo aprimoramento de recursos de SEO – Otimização para ferramentas de busca no comércio eletrônico. A integração das lojas virtuais com as mídias sociais também é um exemplo de solução rapidamente incorporada pelas plataformas open source de comércio eletrônico.

Em nossa consultoria em e-commerce, sempre discutimos a opção por sistemas de e-commerce open source no projeto, mas essa possibilidade depende das necessidades de cada caso. Essa opção, em função das exigências técnicas envolvidas, precisa ser detalhadamente analisada, para que posteriormente o projeto não venha a ter problemas com a manutenção da plataforma.

Se você está pensando em montar uma loja virtual open source, preste atenção nestes detalhes para que possa fazer uma opção consciente. Optar por uma loja virtual open source é válido, mas é necessário dispor de uma boa estrutura para sua manutenção e aperfeiçoamento.

Publicado originalmente no Blog do Curso de E-commerce

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2 COMENTÁRIOS

  1. Grande Alberto Valle! Parabéns pelo post! Se me permite gostaria de sugerir alguns incrementos.

    Hoje a plataforma OpenCart já muito utilizada no Brasil se não for já a segunda, perdendo apenas para Magento. Porém a extrema facilidade de evolução e incremento da OpenCart vem gerando um diferencial grande em relação a Magento, digo isso pelas vastas comparações que já li em várias comunidades. Mas cada um usa o que acha melhor não é verdade?

    Outro ponto que falam muito sobre o modo OpenSource é que lojista terá que contratar alguém para ter apoio técnico. Na verdade hoje já existem empresas especializadas em trabalhar tanto com Magento quanto OpenCart e oferecem serviços de suportem mensais, bem como garantias de funcionamento e até atualizações para os clientes como o caso da Brasil na Web com o OpenCart.

    Esses valores de contratos mensais de apoio técnico são bem parecidos com o valor que se paga no modo aluguel. A diferença é que não se está pagando por aluguel, algo que nunca será do lojista, paga-se efetivamente por serviços e outras vantagens. A loja open source implantada vira ativo do lojista.

    Isso é a tendência do mercado de ecommerce para MPE, afinal a força do OpenSource é muito maior que a de uma empresa sozinha desenvolvendo seus próprios códigos.

    Tanto é verdade que o WordPress dominou o cenário de websites por seguir exatamente esse conceito do open source, módulos e agências trabalhando e oferecendo suporte em cima de um produto universal.

    Esse é o caminho que plataformas de e-commerce para PMEs está seguindo também!

    Grande abraço e nos vemos pelos posts no twitter! : )

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